Modelos ganham espaço graças à DRT

Para começo de conversa, ser paraense e morar no interior não me favoreciam muito. Participava de alguns desfiles de lojas pequenas, mas não sabia o quão séria era essa profissão e que para ser uma modelo precisaria ter técnicas e ser regulamentada. Com menos de um ano a procura e espera de trabalhos, conheci Haroldo Queiroz, em um concurso no qual ele foi jurado em Santarem minha cidade, e nos apresentou sua agência, a BUGALOO. Inicialmente, não acreditei em tudo que a agencia poderia me proporcionar. Não sabia o que acontecia fora daquela região nesse mundo da moda, e nem que um simples registro profissional poderia mudar minha vida. Quando decidir ir à Belém-PA, tinha um grande sonho e muitas incertezas, pois não queria cair em outra furada novamente, dessa vez não tinha minha família tão perto.
Procurei a Bugaloo no final do ano de 2007, quando participei e fui uma das finalistas do norte no concurso Palmolive Mega Model, e ao inicio de 2008 estava com minha carteira de trabalho assinada e devidamente regulamentada depois do curso profissionalizante que fiz lá. Foi uma experiência incrível com essa agencia, que é pioneira nesse ramo na região norte, a única que lutou para que nós fossemos levados a sério e nos tornássemos profissionais, trabalhando sempre com seriedade.
Quando participei de uma caravana com a agencia em parceria com a agencia MEGA e fui a Fortaleza-CE no Dream Fashion Tour, e pude estar a frente dos olhos de ninguém menos que o Eli, dono da Mega Model no país, oportunidades que poucas têm, passei pela experiência de estar em uma das principais capitais do mundo da moda no Brasil. O que me fez perceber que era realmente o que queria fazer, e que além de uma DRT, se eu quisesse realmente seguir adiante nisso, teria que mergulhar de cabeça e buscar chances em outros estados. Decidi então com o apoio da minha família, que passou a não duvidar mais dos meus sonhos, mudar de estado e procurar novas oportunidades.
Uma agencia séria, não apenas nos profissionaliza, ela acredita em nós, investe e nos mostra o caminho certo, basta apenas termos força de vontade e perseverança para seguir-mos em frente. Para quem vê de fora, é incrível como o estado do Pará está à frente de outros estados, alguns mais desenvolvidos, no Brasil quanto à nossa profissionalização, tudo isso graças a “Bugaloo”!
A importância dada atualmente ao Registro Profissional de modelos (DRT) no Brasil surpreende! Não fosse isso, talvez eu não tivesse tantas chances no casting do maior evento de moda de Belo Horizonte, o BH FASHION WEEK, no qual participei e fui selecionada, na ultima semana.
O estado de Minas Gerais se destacada em grandes concursos de beleza pelo país, mas a agência realizadora do evento soube deixar claro que daria preferência a profissionais, e que não havia a mínima possibilidade de desfilar sem o DRT. Aqueles, a maioria, que não possuem DRT, terão conseqüentemente que pagar uma taxa alta para tirar seu DRT temporário, ou seja, “pagar para desfilar”, fiquei feliz por estar fora dessa!
Este fato deixou claro que o mundo da moda é para profissionais, e que em qualquer trabalho sério, a exemplos de artistas em outras áreas, será exigido o registro profissional (DRT) para que se possa lucrar, de ambos os lados, com um trabalho. É um absurdo para os produtores, em um casting, quando “modelos de boca” não sabem o que esse registro significa, ou para que serve. Levei um susto quando mães e modelos que estavam na seleção me perguntaram sobre o DR...o quê?!!!
O que espero deixar claro nesta matéria é que assim como existem “charlatões” nessa área, há também quem acredita em sonhos, e nos ajuda e permite segui-los. Este é um trabalho sério e como qualquer outro é regulamentado. Se sua agência, ou a agencia que te sondou não exigir ou falar nada sobre o registro profissional, é porque não atua em boas campanhas. É melhor nem dar bola ou então passará a vida fazendo trabalhinhos e ouvindo promessas que tornarão seus sonhos um pesadelo completo!
Sheyla Birro
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Cadastrado: 25/01/2010
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